Like a Rolling Stone – Clarice Villac

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Like a Rolling Stone

A pedra
hoje à beira do caminho
coberta de musgo
sabe seu percurso
até ficar redonda.
Essa história
concreta,
onde está escrita ?
Essa densidade
repleta
de voltas
nos contempla…
Somos bolhas de sabão ?

 

Clarice Villac
08/09.01.2018

imagem: foto por Clarice Villac, Joaquim Egídio, SP.

Raul de Souza – Lígia (Tom Jobim)
Instrumental SESC Brasil

 

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Lua Cheia na Praia de Itaúna – Saquarema, RJ – foto de Celso Pestana de Aguiar; poema de Clarice Villac

Pestana de Aguiar - Praia de Itauna - Saquarema - RJ

avançando pelo dia
– em desafio ao riscado geométrico dos fios –
insuperável Lua Cheia !

 

 

poema de Clarice Villac
foto de Celso Pestana de Aguiar: Praia de Itaúna – Saquarema – RJ
04.12.2017

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Joões-do-mato – desenho de Carla Pilla; lenda pesquisada por Clarice Villac

Joões do Mato - por Carla Pilla - Sacizal dos Pereres

Joões-do-mato

São pequenos duendes, que têm o corpo quase todo coberto por folhas. Os jovens têm folhas verdes e tenras; quando mais velhos, são amareladas.

Carregam sempre um potinho de barro ou saquinho de couro, cheios de sementes de variadas espécies nativas de árvores, ervas e mato.

Tímidos e calados, quase nunca são vistos sorrindo.

Com seus pés grandes, andam em grupos durante as noites, percorrendo discretamente todos os lugares que foram desmatados, as clareiras sem plantas, e até mesmo as áreas que foram limpas para plantações de agricultores, e vão semeando a terra nua, com carinho e paciência.

Conta a lenda que um agricultor, exausto de passar os dias arrancando o mato que crescia em volta de seus pés de milho e feijão, aprendeu um encantamento com um pássaro preto, e recitou alguns versinhos para a lua cheia, pedindo que os Joões-do-mato fossem para sempre embora de suas terras.

Foi atendido, mas para sua surpresa, depois de algum tempo seus bois e vacas ficaram sem pastagem, pois o que comiam não rebrotava, e morreram de fome.

Quando chegaram as chuvas, as enxurradas lavaram a terra, que sem o mato e as raízes para segurar, levavam tudo pela frente, provocando erosão, vossorocas, e o agricultor perdeu quase toda sua lavoura.

Arrependido, compreendeu que era de vital importância o trabalho de semeadura dos Joões-do-mato; inventou outros versinhos, recitou-os para a lua cheia e, para sua felicidade, conseguiu trazê-los de volta, o mato recomeçou a brotar por entre os pés de milho e feijão, os pastos foram se recompondo e ele aprendeu a valorizar esses duendes tão importantes.

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(Lenda lembrada por Clarice Villac – Campinas, São Paulo
e publicada no Calendário do Saci 2016 – Sacizal dos Pererês )

(Fonte da pesquisa: Curupiras, Sacis e outras criaturas fantásticas das florestas – um guia de observação, de Fábio Sombra; Rio de Janeiro, Ed. Rocco, 200; e sites e documentos na internet.)

Para conhecer mais Artes de Carla Pilla:
http://www.carlapilla.com.br/

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Dos ritmos (des)necessários (ou pequena fábula cotidiana) – Clarice Villac

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Dos ritmos (des)necessários
(ou pequena fábula cotidiana)


Sempre foi
uma pessoa
esforçada, racional, prática…
Trabalhou muitos anos
com mercado de capitais.
Será que vem daí
que hoje,
décadas depois,
em sua fase octogenária,
suas palavras
não consigam
entrar na fila
pra uma maior ponderação,
e desembestem
como se fosse necessário
arrematar um título da Bolsa de Valores
nos próximos três segundos ?…


Clarice Villac
– foto e poema, 22/23.11.2017.

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Um haiquase e outro quase – desenho de Leila Rangel-Rangelda; haiquases de Jiddu Saldanha e Clarice Villac

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Mais um dia
e meus pés se arrastam
nos cacos da utopia…

– Jiddu Saldanha
07.11.2017

mas sonhos
rebrotam
até nos cantos mais tristonhos…

– Clarice Villac
08.11.2017

Led Zeppelin – Stairway To Heaven Live
The Song Remains The Same

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Mais artes de Leila Rangel-Rangelda:

https://www.facebook.com/Rangelda/

https://www.colab55.com/@rangelda

Mais artes de Jiddu Saldanha:

https://mimicamaravilhosa.blogspot.com.br/

http://mestresnarradores.blogspot.com.br/

http://portalcinemapossivel.blogspot.com.br/

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Paisagens Interiores II – imagem de Müller Barone; poema de Clarice Villac

Muller_Barone

Paisagens Interiores II

 

nas paisagens interiores
em que habito
sucedem-se sempre
sensíveis sonoridades
sussurram
sincronicidades

e as sombras dos temores
face a face ao livre-arbítrio
esvoaçam
ameaçam

nessa dança
dialética
vou buscando equilíbrio…
mas me falta paciência
pra dosar a experiência…

nos movimentos exteriores
o dilema: calo ou agito ?
sem saber, só sentindo
sigo a senda
sonhando, sorrindo
sumindo…

 

Clarice Villac
02.11.2017
imagem: criação de Müller Barone

Steve Howe – Bachianas Brasileiras Nº5 (Aria)


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Mais Artes de Müller Barone :

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De pousos & voos – desenho de Leila Rangel-Rangelda; haiquases de Xavier Zarco e Clarice Villac

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de pousos & voos

na palma da mão
pousa um pássaro tão breve
como a eternidade

Xavier Zarco
– Portugal

na palavra do poeta
voa uma imagem tão única
como um suspiro

Clarice Villac
06.10.2017

– desenho de Leila Rangel – Rangelda
Fly by night

Carlos Santana – Europa
Live at Montreux  2011

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