Ziraldo, o Vovô Maluquinho – aquarela de Alexandre Zilahi, poema de Clarice Villac

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O vovô maluquinho Ziraldo.

Estudo com canetas esferográficas e Aquarela por Alexandre Zilahi.

 

Z izinha e Geraldo deram a seu filho este nome especial

I nfinitamente único, Ziraldo, lúcido e imaginativo,

R eúne em si maestria de desenhista, escritor

A rtista entendedor das pessoas,

L eitor transformador da convivência

D esenvolvendo em suas criações, a Vida reinterpretada em

O ndas de inspiração, irreverência, liberdade, poesia…

 

Ziraldo, pra sempre, grande companhia !

 

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 Acróstico de Clarice Villac, 21.04.2017.

Estudo com canetas esferográficas e Aquarela de Alexandre Zilahi

Para conhecer as outras artes de Alexandre Zilahi:

http://www.zilahi.com.br

no Youtube:
http://www.youtube.com/user/zilahi55

Assista:
https://www.youtube.com/watch?v=Gbsm6lTVGUo

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135 anos de Monteiro Lobato! – aquarela de Alexandre Zilahi, poema de Clarice Villac

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135 anos de Monteiro Lobato !

……………………………………………. Clarice Villac

M estre irrequieto
O nde estamos, está sua memória
N o  imaginário brasileiro
T ransitava e valorizava
E spírito aventureiro
I ncursionava pela fantasia
R astreava novas possibilidades
O uvia as crianças

L údico, lúcido, luminoso
O seu legado é imenso
B rota a todo momento
A limenta nosso pensar
T oca nossos sentimentos
O grande Monteiro Lobato !

V emos hoje que às vezes errou,
I nfluenciado pelos preconceitos de seu tempo,
V ivesse ainda, com certeza os suplantaria*
E os transformaria em compreensão e alegria !

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Aquarela de Alexandre Zilahi

Para conhecer as outras artes de Alexandre Zilahi:

http://www.zilahi.com.br

no Youtube:
http://www.youtube.com/user/zilahi55

Assista:
http://www.youtube.com/watch?v=EuMC8UmqOAs

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* Monteiro Lobato nasceu em 18.04.1882.

 

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Saci-Corisco – arte de Alvaro Azzan, poema de Clarice Villac

Alvaro Azzan - Saci

Saci-Corisco

.

Numa tarde de muito sol,

De repente um corisco !

Um rodamoinho, girassol…

Nos olhos, um cisco…

E tanto que pisco,

Revela-se arisco

Pulando, ali, aqui,

Era o travesso Saci !!!

.

Imagem – arte de Alvaro Azzan

Poema de Clarice Villac, 02.04.2017.

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Para conhecer mais sobre o artista Alvaro Azzan e seu trabalho : http://www.youtube.com/watch?v=u51kGvhRcKI

 

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Eu vi um Saci – aquarela e poema de Alexandre Zilahi

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Eu vi um Saci

                                  – Alexandre Zilahi

Cheio de sabedoria
fiz o que não sabia
perdido no mato…
que desacato!

As árvores pareciam rir
não para… e sim
de mim
como sair?
ô lugar sem fim!

medo de sobra…
eis que de repente,
bem na minha frente,
uma cobra!

Assustou-se comigo!
virou, foi embora
e agora
sem perigo
bem queria, dar o fora!

Então, uns ruídos
tim, tum, tão,
limpei os ouvidos…
era pé no chão!

–Tarde, sô moço!
apavorado, gelei!
devagar, virei
não movi um osso…
nem respirei!

– Mecê tá sustado?
– é… que eu nunca vi!
– ô zóio esbugaiado!
– Você é o Saci?

– Saci sou!
– cuma perna só!
– Oh…que dó…
– pulando, me vou
– garrando nos cipó!

– Tem dó não, seu coió!
– eu pinto o sete!
– num jogo futebó…
– mas jogo basquete!

– Mecê quer jogá?
– Os “macaco joga tomém”
– Eu até que jogo bem!
– Então, “vamo brincá”
– Mai num conta pra ninguém!

– É, não vai adiantar…
– Ninguém vai criditá!
Ah, ah, ah, ah, ah, ah,

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Para conhecer as outras artes de Alexandre Zilahi:

http://www.zilahi.com.br

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Saci carnavalizando – José Luiz Ohi

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http://www.flickr.com/photos/ohiartes/

http://ohitine3.wix.com/ohi-ilustras

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O Saci-Pererê – Resultado de um Inquérito – Monteiro Lobato – Resenha por Clarice Villac

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O Saci-Pererê – Resultado de um Inquérito – Monteiro Lobato

Editora Globo, SP, 2008, 384 pp.

                                                                             Resenha por Clarice Villac

Estou lendo um delicioso livro de Monteiro Lobato, O Saci-Pererê – Resultado de um Inquérito.

Publicado em 1918, na verdade Lobato é seu organizador, participa com prefácio, introdução, comentários, conclusão, epílogo.

Trata-se do primeiro livro publicado por ele, antecedendo Urupês.

Intrigado ao passar pelo Jardim da Luz, em São Paulo, e ver somente gnomos europeus, passa a sentir falta de ipês, quaresmeiras, música brasileira tocando no coreto, estátuas de escritores brasileiros, referências genuinamente nacionais…

Assim, inicia a empreitada de valorizar nossos mitos, e principalmente o Saci, até então não considerado seriamente por nossos ‘ilustres’ e ‘elegantes’ ‘intelectuais’…

Foi então que Lobato lançou um convite aos leitores do jornal Estadinho, edição vespertina do jornal O Estado de S. Paulo, para que escrevessem relatando suas histórias sobre o Saci-Pererê, o que tinham ouvido contar sobre ele, como o conheciam desde crianças…

O resultado foi tão positivo, que ele reuniu todos os depoimentos nesse livro, que tem também desenhos de sua autoria, de Voltolino, Norfini e outros artistas, assim como fotos de esculturas ‘sacizísticas’.

São relatos vindos de variadas regiões brasileiras, alguns escritos no linguajar próprio dos caipiras, habitantes das áreas rurais, e por isso tão saborosos.

Ao ler as histórias, somos remetidos a um universo em que a escuridão da noite era imensa, os matos cheios de ruídos e vozes dos pássaros, e demais animais notívagos…

Lobato apresenta cada relato com sua verve especial, inventiva, perspicaz e cômica, quase sempre ironizando os ‘ilustres eruditos’ que desvalorizavam a rica cultura genuinamente colorida e criativa de nossa gente simples.

Por exemplo, abro ao acaso uma página, e lá está o “Depoimento do senhor Belmiro Aranha – Vem de Pitangueiras. Não está averiguado que lá haja pitangas, mas há sacis, o que é uma compensação.”.

Há depoimentos em versos, muitos contam os causos que ouviram de antigas amas e caboclos, outros narram seus próprios encontros com os sacis.

Variam as formas físicas e de caráter do saci, alguns garantem que ele é um moleque brincalhão que não faz o mal de verdade, outros o descrevem como capaz de provocar confusão, outros ainda asseguram que ele até ajuda as pessoas nos passos importantes de suas vidas, ainda que seja de modo um tanto inusitado.

Tem até o relato sobre um poeta que encontrava inspiração numa cabecinha de saci risonho e de gorrinho, esculpida num tampo de tinteiro que conservava em sua escrivaninha, e sempre lhe acudia com belos versos…

Ainda não acabei de ler este livro, e não tenho pressa, tem sido muito bom conviver com ele… Sentir a vida como antigamente, sem o ritmo insano das grandes cidades barulhentas e apressadas… Perceber os mistérios do desconhecido, conhecer o imaginário de nossos antepassados…

Este livro é um grande panorama, multifacetado e ágil de nossas raízes mitológicas, orquestrado pelo espírito vivo, intensamente matizado e expressivo de Monteiro Lobato.

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Publicada em: http://golp-piracicaba.blogspot.com.br/2012/10/o-que-voce-esta-lendo_13.html

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31 de Outubro – Dia do Saci ! – charge de Fabiano dos Santos

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http://www.fabianocartunista.com/

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