Às Margens do Igarapé – (a Lenda do Boto) – poema de Clarice Villac, aquarela de Alexandre Zilahi

boto_Alexandre_Zilahi

Às margens do igarapé

Foi numa noite de festa
que seus olhos se cruzaram
quando a Lua ia alta
a dançar se aproximaram.
Ele, alegre e bem gentil
Ela, riso juvenil
e logo se apaixonaram.

Brincaram a noite inteira,
ela de saia florida,
ele com seu chapéu branco.
Com ternura desmedida,
abraços e cafuné
perto do igarapé
até esquecer da vida…

Antes do amanhecer
revela-se o ignoto
segredo particular:
pula nas águas o boto.
Mas sempre retornará
e de novo a amará –
ficou o amor em broto!

…………

poema de Clarice Villac

Aquarela de Alexandre Zilahi

************

Para conhecer as outras artes de Alexandre Zilahi:

http://www.zilahi.com.br

no Youtube:
http://www.youtube.com/user/zilahi55

Anúncios
Esse post foi publicado em Contos e Lendas, Imagens, Poesia e marcado , . Guardar link permanente.

2 respostas para Às Margens do Igarapé – (a Lenda do Boto) – poema de Clarice Villac, aquarela de Alexandre Zilahi

  1. Santino Frezza disse:

    O poema é beleza pura, e o boto, a aquarela, que pintura!

  2. claricevillac disse:

    :~)
    Gracias pela visita, Amigo Santino !

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s